Energia Solar pode entrar em crise no Brasil?

Energia Solar pode entrar em crise no Brasil?

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Com uma possível crise na oferta e aumento de demanda, será que o Brasil pode sofrer com a falta de energia solar?


Em 2021, o Brasil passou por uma das piores crises hídricas desde 2015. Os níveis dos reservatórios nunca estiveram tão baixos como estão.

A diminuição dos níveis nas hidrelétricas (que hoje representam 70% da matriz de energia) impactaram de forma muito negativa a economia brasileira, que já estava balançada por causa dos efeitos da pandemia.

Com a escassez do fornecimento de energia e a alta dos preços, a procura pela produção de energia solar cresceu consideravelmente.

Mas, infelizmente, esse setor também está sendo ameaçado, pois a crise global está afetando a cadeia de suprimentos e produção de equipamentos que são utilizados para produzir energia solar.

Caso elas não se regularizem em 2022 com a retomada da economia, essa fonte de energia poderá entrar em falta. E aqueles projetos que ainda estão em andamento não serão concluídos.

O problema reside no fato de que as empresas que fabricam essas peças estão sem o fornecimento para produção dos painéis solares. 

No Brasil, o maior abastecimento ainda vem da China. Recentemente, o país se comprometeu a reduzir a emissão de combustíveis fósseis, e consequentemente, a maioria dos produtores de painéis fotovoltaicos está retendo as placas na própria China para ajudar o país neste momento de transição energética.

Com isso, ficamos sem o fornecimento necessário para dar continuidade à produção. 

 

Como isso pode desequilibrar a produção no Brasil? 

Isso acarreta outros problemas relacionados a esse desequilíbrio causado pela pandemia, que está gerando gargalos enormes na logística e produção, com os portos parados e aumento de mais de 40 dias para fazer entregas.

Aliás, esse não é o único cenário que está sendo impactado. O ponto chave para que os processos não fiquem estagnados é ter uma cadeia bem estruturada e planejada de suprimentos, mas atualmente, está difícil manter esse controle. 

Isso pode gerar consequências graves para o Brasil, pois caso a produção de energia solar seja afetada, além de enfrentarmos atrasos com projetos em andamento, o brasileiro ficará sem opção a não ser pagar pela energia produzida em hidrelétricas e termelétricas, que está cada vez mais cara.

Além disso, a indústria enfrenta ainda outra dificuldade: a escassez da matéria-prima, o silício, principal componente para fabricação das placas solares. Por causa disso, o preço das placas já subiu em pouco mais de 20%.

 

Quais são os outros desafios que estamos enfrentando?

Como se isso não bastasse, a variação do câmbio também está prejudicando bastante toda a produção de placas solares. Mesmo com esse aumento, a produção de energia solar pode reduzir em até 90% o valor das contas.

Um estabelecimento que gasta em média R$50 mil reais por mês com contas de luz pode reduzir a conta para até R$5 mil reais!

E enquanto a indústria está enfrentando um déficit na oferta de placas solares e matéria prima, a demanda não para de crescer. De qualquer forma, segundo Carlos Evangelista, presidente da ABGD, mesmo com as dificuldades que estão sendo enfrentadas, o setor continua crescendo. 

Somente em 2021, o Brasil alcançou a marca de 8 GW de produção energética. Caso você não saiba o que isso representa, é suficiente para prover 12 milhões de habitantes com energia elétrica. A previsão é que até dezembro de 2023, essa produção suba para 13 GW ao ano.

O Brasil começou a produção em 2021 com 4,5 GW, que praticamente dobrou sua capacidade.

Existe um projeto em andamento, da Lei 5829/19, que prevê a taxação para produtores de energia solar, que hoje é isenta de pagar essas taxas. Como isso é interesse do Governo Federal, possivelmente haja uma aceleração na produção do próximo ano.

Caso esse projeto seja aprovado, aqueles que adquiriram placas solares dentro de um período de 12 meses contados a partir da publicação da PL não precisarão arcar com essas taxas. 

Por esse motivo, os especialistas acreditam que haverá uma grande corrida para adquirir esses sistemas dentro desse período, o que complicará a situação ainda mais para as empresas que estão sem o fornecimento necessário. Nos resta esperar por 2022 para entender como o cenário vai se desenrolar pelo próximo ano.

 

/seguro-engenharia

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